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Você é o profissional de Data Science que o mercado busca?

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27

08

2020

Em um mundo em que as tecnologias são sempre mutantes, que perfil deve ter o profissional que vai atuar no mercado com os grandes temas da área?

“Pessoas que pensam e vão pensar diferente, independente da tecnologia”, responde Alessandro Zito Gomes, um dos coordenadores do Módulo de Tecnologia do MBA em Informação, Tecnologia e Inovação da UFSCar, que teve início na último sábado (22/08) em um encontro síncrono que reuniu mais de 50 alunos. 

“Se vamos gerar conhecimentos e esses conhecimentos forem sendo reciclados, que pilares devemos ter? O primeiro é aprender a aprender; o segundo, é trabalhar em conjunto e com empatia; e o terceiro é buscar soluções no meio acadêmico”, afirmou Zito.

 “Esta é a característica que quisemos dar ao curso para ele se diferenciar. Estamos buscando formar pessoas e não tecnologia, já que a tecnologia vai ser mutante."

 No mundo da tecnologia hoje, Dados são a grande vedete. De repente, estudantes ao redor do mundo passaram a cobiçar uma capacitação dentro dessa sopa de letrinhas e nomes bonitos como Big Data e Machine Learning.

Alessandro Zito, um dos coordenadores do Módulo de Tecnologia do ITI MBA

“Neste momento, a tecnologia se enquadra com profissionais que estão voltados para a Computação, a Estatística e para construir algum arcabouço de Informação diferente para o mercado, que são os dados”, afirma Zito, que é estatístico formado pela UFSCar.

 Mas, do mesmo modo como o Cobol e o cartão perfurado já foram tendências, a tecnologia do amanhã provavelmente terá mudado. Por isso, saber a técnica não basta.

“Neste curso vamos abordar duas vertentes”, explica Zito . “Na primeira, vamos fazer uma jornada onde você vai buscar algumas competências para estar cientistas de dados, e aí entram todos aqueles nomes bonitos.”

 “Mas na outra, queremos trazer um pouco dessa maturidade que precisamos construir para sermos o profissional do futuro e que não é apenas dominar a Ciência de Dados, mas ter inteligência emocional, saber trabalhar em equipe e ter mais empatia”, afirma.

 O que não se pode perder de vista, afirma Zito, são as questões de ética, de segurança, de boa índole e de compliance no uso de dados. A discussão começa com a tomada de consciência do próprio cursista sobre o destino dado por ele próprio a seus dados e para quem disponibiliza suas informações.

Nesse contexto, a iminente entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados “vai dar um norte” e também deve ser abordada no curso. Nesta quarta (26/08) o Senado aprovou a medida, que espera agora a sanção do presidente Jair Bolsonaro.

Iniciando o Módulo de Tecnologia será abordado no componente curricular Data Mining, desenvolvido por Carlos Schmiedel, fundador e CEO da Predify ­ – como representante de Mercado – e Marcela Xavier Ribeiro, docente do Departamento de Computação da UFSCar – como representante do mundo Acadêmico.

 A coordenação do Módulo de Tecnologia é composta por Carlos Pereira Lopes Filho, Head de Tecnologia da Raccoon, Marilde Prado Santos, docente do Departamento de Computação da UFSCar e também vice-coordenadora geral do ITI MBA, que estão capitaneando o Módulo com Zito.

Ao longo do semestre, serão recebidos como convidados para palestras e bate-papos profissionais de destaque na área de Tecnologia. A primeira convidada foi Laila Kurati, chefe de Estratégia de Dados do Serasa Experian, que destacou a importância da interlocução do profissional de dados com os diversos setores dentro de uma empresa.

Kurati foi diretora de Zito, que está em transição de carreira: sai do Serasa Experian após quatro anos, onde era Data Engineering e Advanced Analytics Manager, para assumir a mesma função no Santander Tecnologia e Inovação, em São Carlos.

 Ele também enfatiza essa questão. “Não existe Big Data sem segurança de dados. A tecnologia não vive sem o business, sem alguém que pague a conta”, exemplifica.

 “Você movimenta a companhia inteira quando fala de Big Data. A meu ver, ele passa hoje por sete grandes áreas de uma empresa: dados, qualidade de dados, governança, modelagem, rastreabilidade, jurídico e negócios.”

 

 Jornalista responsável: Carolina Vila-Nova

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